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domingo, 22 de setembro de 2013

 RAZÕES PARA NÃO VOTAR EM VÍTOR SOUSA – Parte 1

Na semana passada, Miguel Brito conseguiu juntar 50 pessoas, num auditório de Braga, para lhes dizer que apoiava Vítor Sousa, baseado em 8 adjetivos utilizados para definir o perfil do candidato. Ora os adjetivos que utilizou podem ser utilizados para qualificar milhões de pessoas.
O que o Miguel Brito não consegue fazer é explicar de que forma prática é que esses adjetivos transformariam Vítor Sousa num bom Presidente da Câmara de Braga.
Ou será que basta um bom convívio há mesa “a falar dos filhos, da vida e de futebol”, como amigos, para concluir que Vítor Sousa é o melhor candidato?

Caro Miguel, como diz o ditado: “amigos, amigos, negócios à parte”.

Não está em causa o facto de o Vítor Sousa ser uma boa pessoa. Mas o mundo está repleto de boas pessoas e isso não as qualifica para serem Presidentes do Município de Braga, o que é o caso do Vítor Sousa. Ora não tenho dúvidas de que o Vítor Sousa e o Miguel Brito sejam amigos. Mas também não tenho dúvidas que muitos dos que se dizem amigos dele, o são apenas por interesse. Para manterem um lugar ou um cargo de nomeação política que já têm. Outros na esperança de virem a obter um lugar na Administração Local (Câmara, Empresas Municipais, Empresas Intermunicipais, etc. Outros ainda para manter umas avenças com as entidades públicas municipais ou para fornecerem bens e serviços e ainda muitas outras situações.

Pois o Miguel Brito, com quem aliás me dou bem em termos pessoais, não tem grande credibilidade quando veste o fato de político. É o seu historial que o comprova, através do percurso que tem feito na política.

Ora em contraposição às 8 razões (adjetivos) do Miguel Brito, que não foram esmiuçadas no sentido de percebermos de percebermos como elas, conjugadas, transformam uma pessoa num bom Presidente do Município de Braga, há razões evidentes e muito fortes para considerar, precisamente, o contrário:

1- O atual Vice-Presidente do Município de Braga está, há 17 anos consecutivos no poder e na administração autárquica, como se confirma no curriculum que tem sido amplamente divulgado:

Vítor Sousa, 54 anos, é natural de Angola, casado e tem dois filhos.
Gosta de cinema, literatura, pesca e música.
Reside em Braga, cidade que o acolheu desde os 10 anos de idade.


EXPERIÊNCIA / ACTIVIDADES POLÍTICAS

2012
 - Presidente da Concelhia de Braga do Partido Socialista desde Junho de 2012 
2009
 - Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga desde 2009

Foi Vereador dos Pelouros:

1996/1997
 - Atividades Económicas, Trânsito, Turismo, Mercado Municipal e Fiscalização Municipal 
1997/2001
 - Atividades Económicas, Trânsito e Turismo | Responsável pela obra e implementação do Mercado Abastecedor de Braga 
2001/2005
 - Atividades Económicas, Trânsito, Turismo e Administrador do Mercado Abastecedor de Braga 

1997/2009
 - Presidente do Conselho de Administração dos Transportes Urbanos de Braga 
1989/1996
 - Director-Geral da Rádio Antena Minho 
1993/1996
 - Administrador do Jornal Correio do Minho 
1997
 - Presidente da Associação das Festas de S. João desde 1997


Durante todo este tempo não se lhe conhece visão alguma para o desenvolvimento do Concelho de Braga e muito menos estratégica. Pois agora vem dizer que – “Temos um programa para um plano estratégico de médio e longo prazo. Vamos entrar num novo ciclo de abordagem dos fundos comunitários. Temos de trabalhar num horizonte até 2020, ir de encontro a uma cidade ‘fun’, uma cidade activa, viva, em que as famílias se sintam bem com arte, cultura, ambiente. Quero uma cidade onde todos se sintam bem” (in Correio do Minho, 21/09/2013).
Mas então qual é esse plano estratégico? Será que Vítor Sousa sabe o que é um plano estratégico? O que tenho visto é o lançamento, em catadupa, de promessas e mais promessas, de quem tudo vai fazer e resolver, sabendo nós que não terá sequer os meios para cumprir uma pequena parte do que promete. É que infelizmente para nós cidadãos e contribuintes, os atores políticos podem prometer tudo sem que, depois de eleitos, sejam escrutinados e penalizados pelos incumprimentos. Se um dia o vierem a ser, por exemplo com a perda de mandato, deixam de prometer “mundos e fundos”.
Ora Vítor Sousa sabe muito bem quais os meios materiais e financeiros que o Município de Braga dispõe para governar e também deveria saber quais os que se perspetival existir num horizonte de médio prazo. E como tal sabe muito bem que não será possível cumprir com tudo o que tem prometido.
No que respeita às atividades económicas, vejam os anos consecutivos em que deteve este pelouro, como vereador e quais foram os contributos que deu para a promoção do crescimento e o desenvolvimento económicos e consequente desenvolvimento social do Concelho de Braga.
Felizmente que em Portugal há Municípios que, em diálogo e em concertação com os representantes do tecido empresarial e dos trabalhadores, se têm desenvolvido com base em atividades económicas que se destacam ao nível local e se projetam aos níveis nacional e internacional.

2- Até há 12 anos atrás (últimos 3 mandatos) a governação do Presidente Mesquita Machado foi meritória, tendo dotado Braga das infraestruturas básicas necessárias e da promoção do crescimento de Braga através do fomento da construção habitacional a preços competitivos.
Sem dúvida alguma que o Presidente Mesquita Machado foi o principal impulsionador do crescimento e desenvolvimento de Braga. No entanto, em 2001, já Braga tinha um apreciável excedente de fogos habitacionais, que veio sempre a crescer até há muito pouco tempo. Pois o Presidente Mesquita Machado não soube ou não quis dar sinais ao setor da construção, de que era preciso parar com a edificação de novos imóveis e apostarem na reabilitação do edificado. E também não quis parar com obras e arranjos desnecessários e reafectar recursos ao apoio das atividades económicas de todas as áreas.
Mas a responsabilidade não é só dele, porque nenhum vereador e nenhum Vice-Presidente do Município, incluindo Vítor Sousa, teve coragem para demonstrar ao Presidente Mesquita Machado que era necessário mudar de rumo. Muito pelo contrário até achavam que o rumo estava certo. Cheguei a ouvir como justificação que eram necessária muito mais habitações porque vinham 40.000 macaenses para Braga, que assim superaria os 200.000 habitantes. Mas porque será que todos eles tinham um especial apreço pelas empresas de construção e as empresas dos outros ramos de atividade foram sempre “filhas de um Deus menor”? Que “valores” mais altos se alevantavam?
Por tudo isto, Vítor Sousa não pode vir agora dizer que vai apoiar as empresas, que vai apostar nisto e naquilo ou em tudo quando, ao longo de 17 anos, esteve no poder e não se viu nada.
Também não diz como é que vai cumprir as promessas. Com que recursos, de que forma e quando?
Pois eu não acredito que Vítor Sousa, se fosse eleito Presidente do Município, fizesse uma ínfima parte daquilo que tem anunciado.
Lembram-se de, nas feiras, haver aqueles personagens a que chamavam “vendedores de banha da cobra”?

3- Passamos à 3ª razão que se prende com uma declaração de Vítor Sousa, na entrevista dada ao seu principal jornal de campanha:

“P - Caso não seja eleito presidente, vai aceitar um pelouro, se lhe for proposto?
R - Nesta abordagem temos de ser sérios. Estou nesta candidatura não numa lógica de projecto pessoal, mas numa lógica de cidade e de colocar o meu capital ao serviço de Braga em função do trabalho que fiz até hoje. Eu sou candidato para ser presidente de câmara. Se os bracararenses não me depositarem essa confiança, não tenho condições para ser vereador.”

Pois “bem prega Frei Tomás” quando se vem criticar Ricardo Rio nunca ter aceitado qualquer pelouro. Isto é demagogia no seu grau mais elevado. Ora todos sabem que até os vereadores do PS não tinham competências decisórias algumas, não mandavam nada e ao Ricardo Rio, se aceitasse pelouro, ser-lhe-iam dadas competências para tomar decisões.

E agora, Vítor Sousa vem dizer que só quer ser Presidente e se perder não será vereador. Há quem chame a isto “sede de poder” o que não augura nada de bom. 

Parte 2 - Talvez ainda hoje.

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